Terça - 7 de Setembro de 2010


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A crítica ao consumo de cafeína em quantidades moderadas são totais e completamente infundadas, mas ainda arraigadas entre pessoas desinformadas.

Em quantidades moderadas – o equivalente a 400-500mg/dia – doses de 3 a 4 xícaras a cafeína não é prejudicial a saúde  humana, desde a gestação até o final da vida.

A administração aguda de cafeína causa um aumento modesto da pressão sanguínea arterial, dos níveis de catecolaminas, da atividade de renina plasmática, dos níveis de ácidos graxos livres, da produção de urina e da secreção gástrica. Ela altera as ondas cerebrais detectadas pelo eletroencefalograma, o humor e o padrão do sono em voluntários normais. O consumo crônico de cafeína não possui efeitos na pressão sanguínea, nos níveis plasmáticos de catecolaminas, na atividade de renina plasmática, na concentração de colesterol no soro, nos níveis de glicose no sangue ou na produção de urina.

A cafeína não está associada com o infarto do miocárdio, nem com o câncer no trato geniturinário inferior ou do pâncreas; com má formação fetal (teratogenia) ou doença fibrocística da mama.

O papel da cafeína na produção de arritmias cardíacas ou de úlcera gástrica ou duodenal em pessoas normais também não foi confirmado não havendo evidencias de que seja prejudicial ao individuo sadio. Apesar do consumo de café e chá ser antigo, as pesquisas que avaliam os efeitos do café no homem são recentes. Mais de mil produtos químicos foram identificados no café, sendo alguns, como os ácidos clorogênicos, são bem mais abundantes que a cafeína. Mas é ela a mais estudada até o momento e considerada erroneamente como a principal responsável pelas propriedades estimulantes que deram a popularidade à bebida.

A cafeína atua através do antagonismo dos receptores de adenosina, um neurotransmissor inibidor existente no cérebro. Impedindo a atuação da adenosina, causa uma estimulação cerebral. O metabolismo da cafeína pode ser modificado por um grande número de fatores. Pode ser estimulado pelo próprio tabagismo, onde a eliminação mais rápida da cafeína leva a um aumento do consumo de café pelo fumante. A cafeína não pode ser comparada com a estricnina, a cocaína nem a heroína mas talvez com menina ou penicilina.


Fonte: Café do Brasil

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