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Abics: exportação de café solúvel deve cair 13% em 2017 e voltar ao nível de 2010
Abics: exportação de café solúvel deve cair 13% em 2017 e voltar ao nível de 2010
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Abics: exportação de café solúvel deve cair 13% em 2017 e voltar ao nível de 2010

por IstoÉ com informações do Estadão Conteúdo: A exportação de café solúvel deve recuar 13% em 2017, estima a Associação Brasileira de Café Solúvel (Abics), com base no desempenho dos embarques do ano até outubro. Caso as expectativas se confirmem, as vendas externas retornarão ao nível de 2010, quando foram exportadas 3.362.480 sacas de 60 kg do produto, informa a associação, em relatório antecipado ao Broadcast Agro, referente ao mês de novembro. A queda nos embarques é resultado, entre outros fatores, da escassez na oferta do grão da variedade robusta (conilon), entre os meses de setembro de 2016 e março de 2017, que levou à perda de market share do Brasil no mercado internacional. A participação da Colômbia, por exemplo, passou de 10,5 por cento em 2015/16 para 11 por cento em 2016/17, enquanto a da Índia teve leve aumento, de 5 para 5,2 por cento, e a da Indonésia saltou para 9,1 por cento, de 5,2 por cento, de acordo com a OIC. No caso do Vietnã, segundo maior player mundial de café, a participação diminuiu para 20,2 por cento em 2016/17, de 22,6 por cento em 2015/16, refletindo um recuo na safra por causa das fortes chuvas no momento da colheita no ano passado. "Não há outra razão para essa perda de mercado: foi a disparidade de preços interno e externo", acrescentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Pedro Guimarães, que calcula perda de 500 mil sacas em negócios com solúvel neste ano por causa dessa conjuntura. Para Nicchio, do CCCV, uma grande safra em 2018 poderia estimular maiores vendas de produtores, mas isso também pressionaria mais as margens no campo, sinalizando riscos para a oferta futura. "O produtor não sendo remunerado segura a produção e não tem estímulo para tratar as próximas colheitas", disse, temendo problemas com as safras futuras do país. Conforme cálculos da OIC, o Brasil precisará elevar em 40 por cento sua produção da commodity até 2030, em cerca de 20 milhões de sacas, para garantir a dominância no setor.