Café fecha com boas altas em NY nesta 3ª feira, mas negócios permanecem travados no Brasil
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por Notícias Agrícolas:
Cafeicultores esperam por cenário mais claro da oferta para avançar com comércio
O mercado internacional do café encerrou a sessão desta terça-feira (4) com comportamento misto entre as principais bolsas. O destaque ficou para as altas de quase 1% do arábica na Bolsa de Nova York, em um dia de retomada de fôlego e reação após as baixas da sessão anterior. Ao longo do dia, os ganhos foram ainda mais intensos, passando de 3% nos contratos mais negociados, todavia, a despencada do petróleo - de mais de 5% - para suas mínimas em um mês fez tirou parte da força de alguns mercados.
As altas nos contratos mais negociados foram de 375 a 460 pontos, levando o setembro/26 a 324,10 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/27 foi a 299,70 cents/lb.
O mercado voltou a encontrar suporte em compras técnicas e nas preocupações ainda presentes com a qualidade da safra brasileira, enquanto os investidores seguem acompanhando o avanço da colheita no principal produtor mundial.
Embora a colheita no Brasil avance em bom ritmo e aumente gradualmente a disponibilidade de café, operadores avaliam que as chuvas registradas em importantes regiões produtoras durante parte dos trabalhos de campo ainda deixam dúvidas sobre a qualidade de uma parcela da produção, fator que continua oferecendo sustentação às cotações.
Outro ponto observado pelo mercado é o nível dos estoques certificados da ICE, que permanece relativamente enxuto em comparação com padrões históricos, reforçando a percepção de uma oferta de café de melhor qualidade ainda limitada no mercado internacional. Esse cenário estimula a atuação dos compradores sempre que os preços recuam para níveis considerados atrativos.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, os preços também subiram. As referências combinaram os ganhos em Nova Iorque com a alta do dólar frente ao real e registraram patamares ligeiramente melhores. Os negócios, todavia, estão parcialmente travados, com os cafeicultores bastante cautelosos.
"O mercado físico brasileiro de arábica continua bastante procurado, com muito interesse comprador para todos os padrões de café. As fortes oscilações diárias nos contratos de arábica na ICE americana dificultam bastante o fechamento de negócios no mercado físico", afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.
Além disso, ele explica ainda que "os vendedores recusam as bases de preço oferecidas pelos compradores e adiam vendas, aguardando um quadro mais claro do cenário para os próximos meses. Vendem apenas o necessário para cumprir os compromissos mais próximos".
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