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Contratos na ICE oscilaram entre pequenas baixas e altas e fecharam com perdas de 55 pontos nos contratos com vencimento em dezembro próximo
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Contratos na ICE oscilaram entre pequenas baixas e altas e fecharam com perdas de 55 pontos nos contratos com vencimento em dezembro próximo
por Escritório Carvalhaes:
Na última terça-feira uma agência meteorológica divulgou que as chuvas esperadas para o final deste mês e início de outubro nas regiões produtoras de café no sudeste brasileiro, bastante castigadas pela forte seca e temperaturas médias altas para a estação de inverno, poderiam ser um pouco mais intensas do que o até então esperado pelos meteorologistas. Foi o suficiente para que operadores e especuladores invertessem rapidamente suas posições na ICE Futures US em Nova Iorque, depois de terem realizado lucros levando as cotações dos contratos de café até o patamar de US$ 1,40 por libra peso.
Esse tem sido o comportamento dos contratos em Nova Iorque, comandados sempre por interesses de curto prazo. Sobem até bater em um ponto de resistência (na segunda já tinham encontrado resistência e fechado com baixas ao redor dos 100 pontos) para então os operadores encontrarem um “fato novo”, virarem rapidamente suas posições e derrubarem os preços até um nível em que encontram suporte e dificuldade para derrubarem mais. Ficam então atentos para ao primeiro indicativo de seus programas inverterem novamente suas posições.
Sexta-feira, os contratos na ICE oscilaram entre pequenas baixas e altas e fecharam com perdas de 55 pontos nos contratos com vencimento em dezembro próximo. Na semana esses contratos acumularam perdas de 695 pontos.
No dia 21, a CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento divulgou a sua terceira estimativa para a atual safra brasileira de café. Segundo a CONAB, a produção deverá ficar em 44,77 milhões de sacas de 60 kgs., com 34,07 milhões de sacas de arábica e 10,71 milhões de sacas de conilon (veja mais detalhes em nosso site). Os operadores ignoraram essa estimativa. Esses números, se confirmados, representariam uma posição bastante difícil para o mercado brasileiro e mundial. Os estoques governamentais brasileiros zeraram pela primeira vez na história e uma safra brasileira de 44,77 milhões de sacas não conseguiria atender nossas exportações e o consumo interno.
Mesmo que nossas exportações neste novo ano-safra, que se iniciou em julho, caiam para o patamar de 33 milhões de sacas, se somarmos com um consumo interno de 21 milhões, seriam necessárias 54 milhões de sacas para cumprir esses compromissos. Para manter os preços represados, os operadores trabalham com a expectativa de uma safra maior que a estimada pela CONAB, imaginam que ainda exista estoque da safra 2016 em mãos de produtores e falam em uma super safra brasileira em 2018. Como não existe reação e organização por parte do governo brasileiro e lideranças da produção, esse cenário vai se impondo, os preços represados e os cafeicultores, principalmente os pequenos e médios, obrigados a vender em bases que não cobrem seus investimentos e custos de produção.
Repetimos que é necessário adotar uma política nova que permita aos cafeicultores brasileiros venderem o resultado anual de seu trabalho e investimentos a preços justos.
Até dia 21, os embarques de setembro estavam em 1.006.007 sacas de café arábica, 12.632 sacas de café conilon, mais 105.095 sacas de café solúvel, totalizando 1.123.734 sacas embarcadas, contra 878.122 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 21, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 1.599.272 sacas, contra 1.507.958 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 15, sexta-feira, até o fechamento do dia 22, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 695 pontos ou US$ 9,19 (R$ 28,73) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 15 a R$ 583,20 por saca, e hoje dia 22, a R$ 555,96 por saca. Na sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 55 pontos.
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