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Mais uma semana calma no mercado de café
Mais uma semana calma no mercado de café
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Mais uma semana calma no mercado de café

por Carvalhaes: A cotação do dólar em relação ao real oscilou bastante refletindo a crise política e econômica no Brasil. Com o avanço significativo da possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a cotação do dólar frente ao real recuou forte, a ponto do Banco Central precisar intensificar sua atuação no mercado de câmbio para segurar a moeda americana, evitando assim uma desvalorização ainda maior. Como consequência desta desvalorização, as cotações do café em Nova Iorque, na ICE Futures US, trabalharam em alta e os contratos com vencimento em maio próximo acumularam alta de 250 pontos no período. O mercado físico brasileiro não reagiu e o volume de negócios não foi grande. Todos os lotes de cafés oferecidos ao mercado (não são muitos neste período de entressafra) encontram interessados, mas as bases de preços praticadas desanimam boa parte dos produtores, que, desanimados, adiam vendas na esperança de preços melhores nas próximas semanas. Os embarques brasileiros de café no último mês de março totalizaram 2 996 549 scs, informou esta semana o CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. O excelente resultado para um mês de entressafra chamou a atenção do mercado. Também foi informado que os embarques do último mês de fevereiro, que somavam 2.785.166 scs, foram revistos pelo CECAFÉ para 2.924.556 scs, um acréscimo de 139.390 scs. Depois de dois anos de sérios problemas climáticos no sudeste brasileiro, principal região produtora de arábica no Brasil e dois anos seguidos, 2014 e 2015, de recorde nas exportações brasileiras de café, os embarques deste início de ano surpreendem positivamente. Nos três primeiros meses de 2016 os embarques de conilon recuaram 79% em relação aos três primeiros meses de 2015 ( caíram de 942 295 scs para 202 058 scs), mas os de arábica cresceram 6% no mesmo período ( subiram de 7192 267 scs para 7 628 085 scs). É o maior volume de café arábica embarcado pelo Brasil nos três primeiros meses do ano nestes últimos cinco anos (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016). É também o maior volume de arábica exportado em um mês de março nos últimos cinco anos. A conjunção de problemas climáticos com recordes de exportação leva à pergunta sobre o que restaria de estoques de café no Brasil no final do último mês de março. Para terminarmos o ano safra 2015/2016 faltam ainda os embarques de abril, maio e junho. O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de março foram embarcadas 2.996.549 sacas de 60 kg de café aproximadamente 4 % (133.626 sacas) menos que no mesmo mês de 2015 e 2% (71.993 sacas) mais que no último mês de fevereiro. Foram 2.637.534 sacas de café arábica e 58.168 sacas de café conillon, totalizando 2.695.702 sacas de café verde, que somadas a 299.057 sacas de solúvel e 1.790 sacas de torrado, totalizaram 2.996.549 sacas de café embarcadas. Até dia 14, os embarques de abril estavam em 757.771 sacas de café arábica, 16.858 sacas de café conillon, mais 28.441 sacas de café solúvel, totalizando 803.070 sacas embarcadas, contra 620.949 sacas no mesmo dia março. Até o mesmo dia 14, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 1.221.096 sacas, contra 1.298.203 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 8, sexta-feira, até o fechamento de sexta-feira, dia 15, subiu nos contratos para entrega em maio próximo 250 pontos ou US$ 3,31 (R$ 11,67) por saca. Em reais, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 8 a R$ 575,35 por saca, e hoje dia 15, a R$ 573,30 por saca. Na sexta-feira, dia 15, nos contratos para entrega em maio a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 20 pontos.