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OIC diz que mercado global termina 2015/16 com déficit pelo segundo ano seguido
OIC diz que mercado global termina 2015/16 com déficit pelo segundo ano seguido
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OIC diz que mercado global termina 2015/16 com déficit pelo segundo ano seguido

por Agência Estado: Pelo segundo ano consecutivo, o consumo de café excedeu a produção em 2015/16, de acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC). A OIC informou que a demanda ficou 3,3 milhões de sacas acima da oferta no período. "Apesar disso, o mercado se manteve bem suprido por estoques acumulados durante os anos de 2012/13 e 2013/14, que foram de superávit", avaliou a entidade por meio do relatório mensal divulgado na última sexta-feira na capital britânica. A OIC informou também que os estoques dos países importadores tinham alta, a 24,2 milhões de sacas no fim de junho de 2016, seu maior volume desde setembro de 2009. "Isso proporcionará proteção contra possíveis déficits da oferta no curto prazo", previu a organização liderada pelo brasileiro Robério Silva. O relatório de setembro ressaltou que, naquele mês, houve alta de 5,5% nos preços do mercado, por causa principalmente de um aumento contínuo do segmento robusta. Isso se deu porque há preocupações com a oferta futura. Em entrevista exclusiva ao Broadcast em 30 de setembro, Silva avaliou que, no caso brasileiro, a estiagem que afetou a produção desse tipo de grão trouxe preocupações sobre o abastecimento interno, mas que os produtores e a indústria do setor são vibrantes. "Vamos ter recuperação rápida, já em 2017/18, com melhoria da produção", previu. Com o fim do ano cafeeiro 2015/2016, a OIC revisou a estimativa da produção para 148 milhões de sacas e a de consumo, depois de uma ligeira revisão para menos, agora é de 151,3 milhões de sacas. "Essa revisão é parte de um exame em profundidade dos dados estatísticos da OIC decorrentes de discussões na 117ª sessão do Conselho, em Londres, em setembro de 2016", trouxe o relatório. Preços O valor diário do preço indicativo composto da OIC subiu modestamente ao longo do mês, passando de 136,56 centavos de dólar no dia 1º de setembro para 138,69 centavos de dólar. A média mensal foi de 138,22 centavos de dólar, 5,5% acima da média de agosto e a mais alta desde fevereiro de 2015. Os aumentos mais constantes em setembro foram os de robusta - o preço indicativo desse grupo subiu de um ponto baixo de 92,79 centavos no começo para quase 100 no fim do mês. Os preços dos três grupos de arábica subiram menos, mas ainda assim registraram uma alta vigorosa de, no mínimo, 5% em relação ao mês anterior. Em agosto, as exportações totalizaram 9,8 milhões de sacas, 9,5% acima do total de agosto do ano passado. Os embarques da Colômbia aumentaram 16,7% depois da resolução da greve dos caminhoneiros, e a estimativa é de que os do Vietnã aumentaram 32,3%, pois os cafeicultores estão tirando proveito dos preços mais altos. As exportações do Brasil caíram 7,4%, mas ainda se mantiveram relativamente altas, alcançando 2,7 milhões de sacas. As da Indonésia continuaram baixas, diminuindo 28,4% em relação a agosto passado. A OIC estima que, em consequência, nos 11 primeiros meses do ano cafeeiro (outubro a agosto) o volume total exportado foi de 102,8 milhões de sacas, 1% abaixo do mesmo período do ano passado, com os embarques dos arábicas 3,4% acima e os dos robustas 7,7% abaixo.