Voltar
Semana calma teve o anúncio do 4 levantamento de safra
Categorias:
Semana calma teve o anúncio do 4 levantamento de safra
por Carvalhaes:
A CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento divulgou no último dia 22 de dezembro seu quarto levantamento para a safra 2016 de café do Brasil, apontando a colheita de 51,37 milhões de sacas de 60 kgs., recorde histórico, com crescimento de 18,8% em relação às 43,24 milhões de sacas produzidas em 2015.
Foram 43,38 milhões de sacas de arábica, 35,4% superior ao colhido no ciclo anterior, e 7,98 milhões de sacas de robusta, com redução de 28,6% frente à temporada anterior, como consequência da seca e má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos no Espírito Santo e estiagem nas fases críticas das lavouras da Bahia e de Rondônia. Apesar de recorde histórico, esse número deixa claro que o equilíbrio entre produção e demanda continua crítico no Brasil e vai se agravar em 2017, quando o Brasil colherá uma safra de ciclo baixo.
Os operadores aproveitaram as boas chuvas nas regiões produtoras de café do sudeste brasileiro, a ameaça do ministério da Agricultura de aprovar a importação de café conilon e agora, a divulgação da safra recorde no Brasil, para continuarem derrubando as cotações neste último mês de 2016. Isso aconteceu apesar de nossos estoques de segurança terem chegado ao fim e de precisarmos anualmente entre 55 e 57 milhões de sacas de café para atendermos nossas necessidade do grão para exportação e consumo interno. O que será que farão com as cotações do café quando a produção do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, alcançar um patamar confortável?
Os países considerados desenvolvidos sempre adotaram medidas para proteção de seus mercados e de seus produtores agrícolas. Subsídios, cotas de importação, impostos e barreiras técnicas são práticas usuais. O solúvel brasileiro e muitos produtos agrícolas aqui produzidos encontram barreiras e restrições nos países desenvolvidos, que assim defendem seus agricultores, suas indústrias, seus mercados e seus interesses nacionais. A Alemanha é grande importadora de nosso café verde e grande reexportadora de café industrializado e verde, mas impõe restrições ao nosso solúvel. Em comércio internacional existem leis de reciprocidade e precisamos começar a lutar por elas no comércio de café. Não podemos deixar em segundo plano o fato de termos o segundo maior mercado consumidor do mundo e mais de metade dele já controlado por empresas com capital multinacional. Não somos contra, o mundo se globalizou, mas é necessário haver maior reciprocidade e também defesa dos interesses brasileiros.
Repetimos: o cafeicultor brasileiro necessita de bons lucros para recuperar prejuízos de anos anteriores, e segurança para investir no aumento da produção de café. Foram 290 anos de trabalho persistente para o Brasil chegar ao estágio atual. Para nós está claro, que como maiores produtores e exportadores de café do mundo precisamos trabalhar para desenvolver e implantar uma nova política de defesa dos preços do café.
Até dia 28, os embarques de dezembro estavam em 2.033.639 sacas de café arábica, 9.785 sacas de café conilon, mais 213.432 sacas de café solúvel, totalizando 2.256.856 sacas embarcadas, contra 2.475.951 sacas no mesmo dia de novembro. Até o mesmo dia 28, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em dezembro totalizavam 3.051.698 sacas, contra 3.143.945 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 22, quinta-feira, até o fechamento de quinta-feira, dia 29, caiu nos contratos para entrega em março próximo 365 pontos ou US$ 4,83 (R$ 15,70) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 22 a R$ 606,76 por saca, e dia 29, a R$ 582,31 por saca. Na, quinta-feira, dia 29, nos contratos para entrega em março a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 195 pontos.
Outras Notícias