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Estiagem pode afetar florada do café e deixa produtores apreensivos na região da Alta Mogiana
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Estiagem pode afetar florada do café e deixa produtores apreensivos na região da Alta Mogiana
por EPTV/Ribeirão:
Tempo seco auxiliou colheita da safra 2017, mas pode afetar a produção da safra do ano que vem. Segundo a Cocapec, chuva expressiva não é registrada desde junho deste ano.
estiagem que favoreceu a colheita do café na região da Alta Mogiana começa, agora, a preocupar os produtores. A chegada de setembro marca o início da florada, mas, sem chuva, a produção dos frutos para safra 2018 pode ser severamente afetada.
O levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio deste ano estimou uma safra de 4,37 milhões de sacas de café no Estado de São Paulo. Embora, o volume colhido até agora tenha sido praticamente a metade do volume em 2016, por causa da bienalidade do ciclo - alternância com safras altas e baixas -, os cafeicultores não enfrentaram problemas da colheita e na secagem.
“A colheita fluiu bem, a qualidade do produto foi boa por causa de uma secagem bastante regular. Não precisamos nem correr para cobrir o café na parte de secagem”, diz o cafeicultor Gilmar Berlese, que tem uma fazenda em Brodowski (SP).
Safra 2018 de café pode ser prejudicada se a chuva não atingir a região de Ribeirão Preto (Foto: Maurício Glauco/G1)
Mas o tempo seco comemorado até agosto virou motivo de preocupação desde o início de setembro. Sem chuva com índices relevantes desde junho, as reservas hídricas do cafezal começam a se esgotar, e podem afetar a produtividade das plantas.
“O sol de setembro é muito forte e começa a agredir a planta. A planta desidratada vai prejudicar a florada. O chamado botão, que se transforma em flor, é muito sensível, e se não houver o socorro da chuva, a água que a planta necessita, nós vamos ter prejuízo. O sinal amarelo já está aceso”, afirma Berlese.
De acordo com o superintendente da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) Ricardo Lima de Andrade, a cultura do café se adaptou à região da Alta Mogiana em função das características climáticas favoráveis – verão chuvoso e inverno seco. No entanto, se a estiagem se prolongar, a safra 2018 pode ser afetada.
“As lavouras estão bem cuidadas, foram utilizadas todas as tecnologias para a condução dos cafeeiros e a chuva virá justamente pra poder confirmar esse processo de florescimento, e garantir que tudo aquilo que ele [cafeicultor] fez, possa se transformar no fruto pro ano que vem”, diz Andrade.
Segundo o superintendente, os institutos preveem chuva para daqui a 15 dias, o que torna o período mais apreensivo.
“É o ano da gente que está em jogo, todo investimento com adubação, pulverização, todos os tratos culturais estão aqui. Se não vier a chuva, vamos ter prejuízo muito grande”, afirma Berleze.
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